Reajuste do Plano de Saúde: Como Funciona o Cálculo da ANS [Guia]

Entenda como funciona o reajuste do plano de saúde. Explicamos o cálculo da ANS, o teto de 6,91% (ciclo 2024/2025) para planos individuais e as regras para empresariais.

Última atualização: Junho/2024

Reajuste do Plano de Saúde: O Guia Definitivo

Recebeu o comunicado de aumento da mensalidade e não entendeu o cálculo? Você não está sozinho. Descubra de uma vez por todas como funciona o reajuste do plano de saúde, quais são as regras da ANS e como se planejar.

Por Que o Plano de Saúde é Reajustado Anualmente?

Entender como funciona o reajuste do plano de saúde é o primeiro passo para um planejamento financeiro sem surpresas. Ao contrário do que muitos pensam, o aumento não segue apenas a inflação geral (IPCA). Ele é impulsionado principalmente pela Variação dos Custos Médico-Hospitalares (VCMH), conhecida como inflação médica.

Essa variação inclui a incorporação de novas tecnologias, medicamentos mais caros, novos procedimentos no rol da ANS e o aumento da frequência de uso dos serviços. Na nossa experiência na Ikaros, vemos que a inflação médica historicamente supera a inflação oficial do país, tornando o reajuste uma necessidade para garantir o equilíbrio financeiro das operadoras e a qualidade do atendimento.

💡 Ponto de Experiência: A VCMH pode ser até 3 ou 4 vezes maior que o IPCA em um ano. É por isso que o seu reajuste parece tão distante da inflação que você vê nos jornais.

Os Dois Tipos de Reajuste: Anual e por Faixa Etária

Um erro comum que observamos é a confusão entre os dois tipos de aumento permitidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Eles podem, inclusive, ocorrer no mesmo ano. Vamos diferenciá-los:

1. Reajuste Anual

É aplicado uma vez por ano, sempre no mês de aniversário do contrato, para cobrir a inflação médica e os custos operacionais. O cálculo e o teto variam conforme o tipo de contratação (individual/familiar ou coletivo).

2. Reajuste por Faixa Etária

Acontece quando o beneficiário muda de uma das 10 faixas de idade definidas pela ANS. Estatisticamente, o uso do plano aumenta com a idade, e esse reajuste adequa o valor ao risco correspondente. Ele não tem relação com o reajuste anual.

Planos Individuais/Familiares: O Teto Definido pela ANS

Para os planos de saúde individuais ou familiares, a ANS estabelece um percentual máximo de reajuste anual. As operadoras não podem ultrapassar esse limite.

Teto de Reajuste 2024/2025

6,91%

Divulgado pela ANS em junho de 2024, válido para o ciclo de maio de 2024 a abril de 2025.

O cálculo que a ANS utiliza para chegar a esse percentual é complexo e, desde 2019, combina dois fatores principais:


  • Variação das Despesas Assistenciais (VDA): Corresponde a 85% do cálculo e reflete a média de variação dos custos das operadoras.

  • IPCA com Desconto: Corresponde aos 15% restantes e utiliza o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subtraindo o subitem ‘Plano de Saúde’, para não haver dupla contagem.

E os Planos Coletivos (Empresariais e por Adesão)?

Aqui está a diferença crucial: o teto da ANS não se aplica aos planos coletivos. Nesses casos, o reajuste é negociado diretamente entre a operadora e a empresa contratante (ou a administradora de benefícios, no caso de planos por adesão).

O principal fator para esse cálculo é a taxa de sinistralidade do grupo, que é a relação entre as despesas com atendimentos (sinistros) e a receita gerada pelas mensalidades (prêmio). Se os custos do grupo foram altos, o reajuste tende a ser maior.

A Experiência da Ikaros em Ação

Na nossa prática diária na Ikaros, a negociação do reajuste de contratos empresariais é um dos nossos serviços mais valiosos. Já vimos propostas de reajuste inicial de 25% que, após nossa análise detalhada da sinistralidade e negociação técnica com a operadora, foram reduzidas para 15%. Esse é o poder de ter uma corretora especialista defendendo os interesses da sua empresa.

Para contratos coletivos com menos de 30 vidas, a ANS exige o chamado ‘agrupamento de contratos’. A operadora deve juntar todos os seus contratos pequenos e aplicar um reajuste único para todo o grupo, diluindo o risco e evitando aumentos abusivos para uma única empresa pequena.

Pedro Manhães - Consultor de Seguros e Investimentos

Pedro Manhães

CEO & Consultor de Seguros e Investimentos | Ikaros Investimentos

Especialista em seguros de saúde, vida, automóvel e consórcios, com ampla experiência no mercado brasileiro. Corretor certificado pela SUSEP, dedicado a orientar famílias e empresas na proteção do seu patrimônio e planejamento financeiro.

✓ Corretor registrado na SUSEP | ✓ Especialista em Seguros e Investimentos

Perguntas Frequentes (FAQ)

O reajuste do meu plano empresarial pode ser maior que o teto da ANS?

Sim. O teto de reajuste da ANS (6,91% para 2024/2025) vale exclusivamente para planos individuais/familiares. Planos coletivos (empresariais ou por adesão) têm o índice definido pela livre negociação, com base na sinistralidade do grupo. Por isso, é comum ver reajustes superiores ao teto da ANS nesses contratos.

O que exatamente é a sinistralidade?

Sinistralidade é um indicador-chave de gestão. Ele representa a relação percentual entre o custo que a operadora teve com os atendimentos (consultas, exames, internações) de um grupo de clientes e o valor que ela arrecadou com as mensalidades desse mesmo grupo. Uma sinistralidade alta indica que os custos estão se aproximando ou superando a receita, o que justifica um reajuste maior.

Posso contestar ou negociar o reajuste do meu plano?

Para planos individuais, se o reajuste estiver acima do teto da ANS, você deve contatar a operadora e, se não resolver, abrir uma reclamação na ANS. Para planos coletivos, a negociação é o caminho. Como pessoa física, sua margem é limitada, mas a empresa contratante, assessorada por uma corretora especialista como a Ikaros, tem grande poder para analisar e negociar o índice proposto pela operadora.

Mudar de plano para fugir do reajuste é uma boa ideia?

Pode ser, mas exige cuidado. A portabilidade de carências permite que você mude de plano sem cumprir novos períodos de carência, mas é preciso analisar a rede credenciada, a coparticipação e os custos do novo plano. Na nossa experiência, essa análise é complexa e uma decisão errada pode custar caro. O ideal é sempre buscar a ajuda de um consultor para comparar as opções de forma técnica.

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